O DIA EM QUE O SILÊNCIO FICOU DESCONFORTÁVEL
Houve um tempo em que esperar era normal.
Esperávamos o ônibus.
A consulta.
A ligação.
Hoje qualquer intervalo é preenchido imediatamente.
Tela.
Vídeo.
Mensagem.
Notícia.
Talvez não tenhamos medo do silêncio.
Talvez tenhamos medo do que ele pode nos mostrar.
O que aconteceria se você ficasse dez minutos sem fugir de si mesmo?
Paulo Roberto Pereira
Médico Pediatra, educador e aprendiz permanente da condição humana.




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