Quando eu era criança, muitas bicicletas tinham rodinhas.
Elas cumpriam uma função importante.
Ajudavam a encontrar o equilíbrio.
Davam segurança.
Permitiram que milhões de crianças aprendessem algo que parecia impossível.
Mas existe uma coisa curiosa sobre as rodinhas.
Elas nunca foram feitas para durar.
Nenhum pai sonha em ver seu filho adulto pedalando com elas.
Chega um momento em que precisam ser retiradas.
E justamente nesse instante surge o medo.
O desequilíbrio.
A possibilidade de cair.
Mas também a possibilidade de seguir sozinho.
Fiquei pensando nisso recentemente.
Será que algumas coisas que foram criadas para nos ajudar a crescer estão se tornando permanentes?
Será que ainda sabemos a diferença entre apoio e destino?
Gostaria de ouvir sua opinião.
Paulo Roberto Pereira
Médico Pediatra, educador e aprendiz permanente da condição humana.
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